- Segunda-feira, 17 de agosto de 2026
No dia 15 de agosto é celebrado o Dia dos Solteiros. A data pode ser uma oportunidade para falar sobre independência, escolhas e autonomia, mas também para trazer uma reflexão que muitas vezes fica para depois: o que acontecerá com o patrimônio construído ao longo da vida?
Para pessoas solteiras e sem filhos, o planejamento sucessório pode ser especialmente importante. Afinal, quando não há uma manifestação de vontade formalizada, o destino dos bens seguirá as regras previstas na legislação.
Mas é possível planejar.
Quem são os herdeiros necessários?
Antes de pensar em liberdade de escolha, é preciso compreender quem a legislação considera herdeiro necessário.
De forma geral, descendentes, ascendentes e o cônjuge/companheiro integram essa categoria, observadas as regras aplicáveis a cada situação. Quando existem herdeiros necessários, uma parte do patrimônio é reservada por lei a essas pessoas.
Por outro lado, quem não possui herdeiros necessários pode ter maior liberdade para definir o destino de seus bens por meio de um testamento, sempre respeitando os requisitos legais.
É justamente nesse contexto que o planejamento sucessório ganha importância.
Para quem você gostaria de deixar o que construiu?
Essa resposta é pessoal.
Uma pessoa pode desejar beneficiar um amigo de longa data, alguém importante em sua trajetória, um familiar específico ou até mesmo uma instituição ou entidade que gostaria de apoiar.
Sem um planejamento adequado, porém, a vontade pessoal não substitui as regras legais de sucessão.
Por isso, formalizar suas escolhas é uma forma de dar segurança jurídica àquilo que você deseja para o futuro.
O testamento público como instrumento de planejamento
O testamento público é uma das modalidades previstas pela legislação para que uma pessoa manifeste formalmente sua vontade sobre o destino de seu patrimônio.
O ato é realizado perante o tabelião e segue as formalidades exigidas por lei. Sua elaboração permite registrar a vontade do testador com segurança jurídica e observância dos requisitos aplicáveis.
Para quem não possui herdeiros necessários, o testamento público pode representar uma importante ferramenta de planejamento, permitindo maior liberdade na escolha de quem será beneficiado.
Além das disposições patrimoniais, o testamento pode contemplar outras manifestações de vontade admitidas pela legislação, conforme cada situação.
Planejar não é decidir tudo hoje para sempre
Outro ponto importante é que o testamento pode ser revisto.
Enquanto estiver viva e possuir capacidade para praticar o ato, a pessoa pode alterar ou revogar suas disposições testamentárias, observando os procedimentos e requisitos previstos em lei.
Isso significa que planejar não é perder liberdade. Pelo contrário: é registrar suas escolhas e manter a possibilidade de atualizá-las quando a vida mudar.
Novas relações, mudanças no patrimônio ou simplesmente uma nova decisão podem justificar a revisão do planejamento.
O futuro também pode seguir as suas escolhas
Ser solteiro e não ter filhos não significa que o futuro do patrimônio deva ficar sem planejamento.
Pelo contrário. Conhecer os instrumentos disponíveis permite refletir com mais tranquilidade sobre aquilo que foi construído e sobre o legado que se deseja deixar.
Para quem não possui herdeiros necessários, o testamento público pode ser uma forma importante de exercer a liberdade de escolha prevista pela legislação e definir quem ou qual instituição será beneficiada.
Neste Dia dos Solteiros, vale a reflexão: se você pudesse escolher hoje, para quem deixaria aquilo que construiu?
O Cartório Pinheiro de Queiroz está à disposição para orientar sobre o testamento público, seus requisitos e sua formalização, sempre com a segurança e a fé pública próprias da atividade notarial.
